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Mostrando postagens de 2014

UM 2015 DESCOMPLICADO.

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   Foto acervo: AMSK/Brasil Sabem aquelas matérias que podemos ler com a tranquilidade de quem lê alguma coisa feita especialmente para agregar conhecimento? Daquelas que sabemos que quem está do outro lado da telinha sabe do que fala?  Lendo o texto do José Carlos, me lembrei de uma pergunta que fiz a pouco tempo atrás, numa roda de pessoas e suas entidades e me lembrei hoje o quanto sua reação foi parecida com o texto. Enquanto muitos pensam em reter, ele prontamente respondeu: podemos somar. Desejamos uma boa leitura a todos, um muito obrigada ao autor do texto e que todas as recomendações sejam levadas a sério. gentileza, paciência, serenidade, respeito, alegria e  esperança...  como dizia minha avó: a vida é simples filha, a gente é que costuma complicar mesmo. Nevo Bersh 2015 Feliz Ano Novo 215 AMSK/Brasil Associação Internacional Maylê Sara Kalí Artigo| PASSAGENS PRECISAM DE CALMA 30 de dezembro de 2014 1

2014/2015

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Estamos na porta de 2015 com uma expectativa muito boa e ensaiamos a despedida de 2014 com muita cautela e o senso de dever cumprido. Em 2014 a AMSK/Brasil, cumpriu seu papel e alargou suas fronteiras. Sobrevivemos a tempestade da desinformação, a ignorância de muitas situações e a soberba dos maus intencionados. Entretanto tudo isso produziu um efeito contrário e graças aos anos anteriores e aos mais velhos; conseguimos manter a cautela e avançar. Fechamos o ano no saldo positivo, das esperanças que se renovam, das pastas que se abrem e dos acordos firmados. Enfim se descortinou o céu e hoje, todos sabem a que viemos. Nesse divisor de águas, sofrido, mas extremamente proveitoso, dialogamos com áreas os quais desconheciam por absoluto a pauta cigana e assim, novas janelas foram abertas e novas possibilidades de acordo foram firmados. Adelante, avante, opchá, no caminho das coisas sérias.  Cada rancho, cada casa, cada acampamento e cada uma das pessoas que est

Cem Maneiras de Dizer Adeus: Os Ciganos e a Morte - parte II

Cem Maneiras de Dizer Adeus: Os Ciganos e a Morte LUCAS MEDEIROS DE ARAÚJO VALE* LOURIVAL ANDRADE JÚNIOR** O extremo respeito aos mortos produziu várias “regras” específicas de moral e conduta diante da morte e do morto. “O luto pode ser guardado de uma maneira muito rígida durante três, oito, nove dias, ou então durante 12 ou 15 anos...” (MARTINEZ, 1989: 94-95). Pereira (2009) conta-nos que em alguns grupos ciganos o nome do falecido jamais deverá ser pronunciado novamente após o seu falecimento, sendo feita raríssimas exceções, usando-se, para se referir a ele circunlóquios e termos de parentesco. Ferrari (2010), ao relatar sua vivência com os Calons do estado de São Paulo, mostra que quando ocorre a visita de um outro Calon enlutado ao acampamento destes grupos, o respeito ao luto alheio obriga que se desliguem todos os aparelhos de som do ambiente. Segundo Martinez (1989), em alguns casos, as roupas do defunto podem ser doadas ou então queimadas com tod

Cem Maneiras de Dizer Adeus: Os Ciganos e a Morte

Cem Maneiras de Dizer Adeus: Os Ciganos e a Morte LUCAS MEDEIROS DE ARAÚJO VALE* LOURIVAL ANDRADE JÚNIOR** Como o galé deixa os ferros/ Quando vai livre viver, / Assim deixarei meus dias/ Quando tiver de morrer./ A morte, por ser desgraça/ Não deixa de ser ventura, / Pois corta pelas raízes/ Males que a vida não cura. (MORAES FILHO, 1981) Andrade Júnior (2008) define como sendo “cigano” todos os grupos romani , que, em linhas gerais, dividem-se em três grandes grupos - Rom , Sinti (também chamados de Manouch ) e Calon , ou Kalon – e em outros vários subgrupos. Teixeira aponta estes grupos e descreve-os, mostrando seus dialetos próprios e algumas características específicas: O grupo Rom, demograficamente majoritário, é o que está distribuído por um número maior de países. É dividido em vários subgrupos [...] Os Sinti, também chamados Manouch, falam a língua sintó e são numericamente expressivos na Alemanha, Itália e França. [.