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CHAVORÉS RROMANI - AS CRIANÇAS DE ETNIA ROMANÍ

http://cozinhadosvurdons.blogspot.com.br/2012/01/bersa-bibahtale-os-anos-infelizes.html

http://cozinhadosvurdons.blogspot.com.br/2012/02/inclusao-como-caminho-ii.html 

EDUCAR PARA PROTEGER, PROTEGER PARA RESPEITAR.
EDUCAÇÃO, SAÚDE E CULTURA.

Nossa receita do dia:

Primeiro separe os ingredientes, você vai precisar:

1. Fôlego e ânimo, depois que começar a expandir sua mente, ela não poderá ficar inerte, pode desandar a receita,

2. Erre até aprender a hora certa, esse ponto terá de ser dado devagar, procure os produtos e se preciso for, crie um,

3. Busque conhecer a realidade das coisas pelos olhos do NÓS, nossas crianças, nossas receitas, ajuda a não solar o bolo,

4. Procure acrescentar idéias novas à realidade do seu dia a dia e tente mudar o que está ao alcance da sua mão. Vai se surpreender do quanto se pode fazer com tão pouco.

Depois de assado o bolo, que tanto faz ser em Brasília, São Paulo, Paraíba ou conter ingredientes mais elaborados; corte – o com as mãos e distribua a quem encontrar. Na escola, na clínica, na padaria, no trabalho. E dá certo, funciona.

É tão somente a luz do conhecimento e do envolvimento que podemos nos tornar plenas de direito. Precisamos conhecer para mudar, aprender a distancia dos nossos braços e ter a certeza de que podemos ajudar na construção de dias mais plenos de direitos e deveres.

Essa é a nossa receita e é destinada a todas nós mulheres, de todas as classes e etnias. 

Fazer valer e ajudar a melhorar o Estatuto da Criança e do Adolescente no nosso país é a maior participação que podemos ter na vida das nossas crianças, futuros adultos, que desde pequenos já são cidadãos.

Podemos até ser uma gota no oceano, mais podemos fazer com que ele transborde. 

O que estamos fazendo: Projeto Kalinka

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. (Fernando Pessoa)

Cozinha dos Vurdóns/AMSK






A INCLUSÃO COMO CAMINHO

No último dia 5 de fevereiro, em Sofia, Bulgária, a Secretária de Estado do governo dos Estados Unidos Hillary  Clinton anunciou a adesão dos EUA à Década pela Inclusão Roma 2005-2015 - uma iniciativa sem precedentes lançada em fevereiro de 2005 por um grupo de países europeus a partir da qual seus governos assumiram o compromisso de garantir a inclusão social e a melhoria das condições socioeconômicas da população cigana. Atualmente, 12 países fazem parte desta iniciativa: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Búlgaria, Croácia, Eslováquia, Espanha, Hungria, Macedônia, Montenegro, República Tcheca, Romênia e Sérvia. Os EUA passaram a integrar este grupo de países na qualidade de observador.

O discurso de Hillary Clinton nos chamou a atenção e nos alegrou, pois comunicou muito do que acreditamos. Logo no início de sua fala, proferida para um grupo de jovens profissionais ciganos e ciganas, ela afirma: 

"Acredito que os homens e mulheres que estão em torno desta mesa nos fazem lembrar das lições corroboradas pela história: de que a discriminação, em qualquer lugar e contra qualquer pessoa, afeta a dignidade humana de todos nós; de que a persistência, apesar de todas as dificuldades, pode vencer o preconceito; e de que o talento apenas necessita de oportunidade para florescer.

Posteriormente, ela afirma:

"Por muito tempo os cidadãos e cidadãs ciganos têm sido marginalizados e isolados, impedidos de contribuírem com seus talentos e participarem das sociedades das quais fazem parte. Esta é uma questão central para os direitos humanos e afeta milhões de homens, mulheres e crianças no continente. (...) Em qualquer sociedade é também um erro não promover o amplo acesso à educação para todas as crianças e, em muitos lugares, as crianças ciganas frequentam escolas de menor qualidade, e em alguns casos, segregadas".
(Para ler o discurso completo de Hillary Clinton, acesse www.romadecade.org).  

O preconceito e a discriminação têm impactos profundos sobre aqueles e aquelas que os sofrem, mas não podemos esquecer dos impactos gerados sobre as pessoas em geral, sobre nossa humanidade. É a luz de nossa própria dignidade humana que se enfranquece a cada palavra, a cada ato discriminatório. O ciclo vicioso de exclusão e violência se estabelece, afetando a sociedade como um todo, sua organização e seu desenvolvimento; afetando cada pessoa, homens, mulheres, crianças e adolescentes. É assim que as pontes são destruídas ou sequer construídas. 

A informação e a educação têm um papel central no rompimento deste ciclo. Temos repetido isso como insistentemente... Elas são o concreto que possibilita a construção de pontes; são o tradutor e o mediador que garantem o diálogo entre diferentes; são a água cristalina que faz os campos florescerem, com todas as suas cores e matizes! É nisso que acreditamos!



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