PARA DIZER NÃO AO ESTEREÓTIPO É PRECISO CONHECER





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(algumas matérias que nos levam a refletir e a definir a importância de tratar assuntos sérios com seriedade e não com misticismo)


Os Ciganos não são mais europeus do que americanos ou índios. Os Ciganos estão na Sibéria como na China. Estão sempre no avesso do cenário.
Eles são a escória das sociedades dominantes, seja qual for a dominação. Onde estiver o Cigano há dominação. Os Ciganos são um revelador das desigualdades, das exclusões. E são mal conhecidos. Atribuem-lhes hoje, como ontem, virtudes e vícios extraordinários. Lisonjeiam-lhes a estranheza para melhor os disciplinar. A sua vulnerabilidade para melhor os explorar, a sua fragilidade para os enfraquecer ainda mais. Os jacobinos perguntam se eles têm alma e os padres se eles têm religião. Os revolucionários perguntam se eles são despóticos, as feministas, se as mulheres deles são maltratadas; os historiadores, se eles têm história, os musicólogos se eles têm música, os higienistas se eles se lavam. Poucos povos entram no comércio com tantas negações. O seu holocausto é negado tanto pelos estados nacional-populistas como por Vichy, como pela Alemanha pós-nazi. Os racistas duvidam que eles sejam uma verdadeira raça, os letrados que eles sejam capazes de escrever poesia. Os revisionistas rejubilam porque os Ciganos partilham com os judeus o privilégio do crime contra a humanidade. Mas a humanidade deles ainda não entrou no reconhecimento coletivo.


AUZIAS, Claire. Os Ciganos ou o destino selvagem dos Roms do Leste. Lisboa: Antígona, 2001, p.39-40.

***
Cristina da Costa Pereira - uma mulher que decidiu escrever sobre as coisas ciganas, com seriedade, carinho, respeito e sobretudo, verdadeiramente real.
AMSK/Brasil

"Esta fala é uma homenagem do povo kalom ao seu carinho e à sua dedicação à cultura cigana. Você que não se importou com o preconceito e a discriminação dos não ciganos, sendo você mesma uma não cigana, tornou-se uma das mais respeitadas pesquisadoras do povo cigano, trazendo ao público seu trabalho através dos muitos livros já escritos e os muitos que irá publicar. Posso imaginar como foi dura a sua trajetória até aqui, mas valeu a sua determinação. Até agora, tudo sério e acreditável com relação aos ciganos partiu de você, e não podemos esquecer disso. Você nos tirou do anonimato e nos colocou em evidência." (Marcos Rodrigues, seminômade, ex-presidente do Centro de Estudos Ciganos, comerciante e estudante de psicologia)
 "As mais importantes referências de pesquisa da cultura cigana aqui no Brasil são o Oliveira China, o João Dornas Filho; e um parente de Vinicius de Moraes, o historiador Melo Moraes Filho, tem vários trabalhos sobre o cancioneiro e a dança cigana. Ultimamente tem mais gente estudando ciganos com muito carinho, muita atenção. No Rio de Janeiro, tem Cristina da Costa Pereira, com vários trabalhos muito bons também. Mesmo assim, os ciganos ainda formam um povo vítima de preconceito." (Ático Vilas-Boas da Mota, historiador, etnógrafo e ciganólogo)

http://cristinadacostapereira.blogspot.com.br/2015/01/trechos-do-livro-historias-de-flamenco.html


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(algumas matérias que nos levam a refletir e a definir a importância de tratar assuntos sérios com seriedade e não com misticismo)

1. [OS CIGANOS ENTRE PERSEGUIÇÃO E EMANCIPAÇÃO Serge Moscovici.]

2. [LA ZINGARA NELLA LETTERATURA EUROPEA: di Emanuela Miconi]
FORMAZIONE E TRASFORMAZIONE DI UNO STEREOTIPO

3. Remembering the Roma Holocaust

4. [Povo cigano começa mobilização para participação na 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial]

5. Multiplas notícias

6. As crianças no Holocausto

7. Um campo de concentração francês.

O livro de Emmanuel Filhol, Un camp de concentration français – Les Tsiganes alsaciens-lorains à Crest, 1915-1919, objeto desta resenha, aborda uma amnésia da sociedade francesa: o aprisionamento, o sofrimento, a exclusão e o apagamento dos ciganos durante a Primeira Guerra mundial. Este livro está dividido em cinco etapas: Introdução, em que o autor fala da presença dos ciganos na região da Alsácia-Lorena, apresenta os arquivos do campo de concentração e trata da hospitalidade e repressão aos ciganos; Capítulo I, Un camp d’internement pour les Tsiganes, espaço traçado pelo autor para discutir o modo de organização, administração e gestão da prisão em Crest; Capítulo II, Aspects d’ l’interment, em que o quotidiano dos campos de concentração é posto em discussão; Capítulo III, Subir, résister, que apresenta os testemunhos dos internos, por meio de cartas, e a (re)ação da sociedade em relação à existência dos ciganos; e, encerra as abordagens do texto na parte intitulada Conclusão.
http://www.labeurb.unicamp.br/rua/pages/home/lerPagina.rua?id=8

8.   AS MINORIAS CIGANAS:DIREITOS E REIVINDICAÇÕES
http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/ciganos/ciganos03.html#_ftn3

9.  O MEIO AMBIENTE DOS CIGANOS DE APARECIDA DE GOIÂNIA (GO)
 (The environment of Gypsies of Aparecida de Goiânia-GO)
 Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto - (Universidade Federal de Goiás – UFG)
Doutorado e Mestrado em Linguística na PUC-SP. Professora de Linguística da UFG. Fundadora do NELIM – Núcleo de Estudos de Ecolinguística e Imaginário, na UFG onde atua como docente na Graduação e na Pós-Graduação. http://seer.bce.unb.br/index.php/les/article/viewFile/9174/6887 

10, PROJETO "CIGANOS, SUJEITOS DE DIREITO" BAHIA.
Os avanços de uma escola simples, em JACOBINA/BA, fazem com que pequenas atitudes quebrem barreiras e estereótipos.  http://colfelicidade.blogspot.com.br/2014/01/ciganos-sujeitos-de-direitos-acoes-e.html


11. Camaçari: Valorização da cultura cigana é tema de reunião.

A Prefeitura vai fortalecer as ações de promoção social, de saúde e de valorização da cultura do povo cigano.
A informação foi divulgada pelo prefeito Ademar Delgado, durante encontro com representantes da comunidade cigana de Camaçari, nesta quarta-feira (28/05).
Ao ressaltar a importância da aproximação e do diálogo permanente com a comunidade cigana, o prefeito Ademar Delgado falou sobre a preocupação da administração municipal em fazer o trabalho de inclusão social com os povos tradicionais.
Dentre as ações previstas para o mês de julho está a realização de uma feira com atendimento em saúde e assistência social, a exemplo de aferição de pressão arterial, confecção do cartão SUS (Sistema Único de Saúde), orientação nutricional, cadastramento do CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) e palestras sobre os serviços oferecidos pela administração municipal. LEIA MAIS...

12.  BRASIL DE FATO


Vitória para os povos ciganos
DIREITOS
85 famílias que vivem há 30 anos no bairro São Gabriel têm território garantido

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