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Mostrando postagens de Março, 2021

PHEJALE, POEMA DE VORIA STEFANOVSKY

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Neste 8M levantamos a voz com um poema de Voria Stefanovsky em homenagem às romnia que vieram antes, às que virão e por quem somos, juntas e únicas. Dedicado especialmente à querida phej, phrala Elisa. Phejale, irmandade e força que vem de existirmos fortes, construindo os espaços para sermos quem somos e viver as verdades das nossas raízes. Cortando os ventos, irmãs. Voria Stefanovsky é doutora e mestre em literatura pela Universidade de Brasília, UnB. Graduada em Letras e Jornalismo, com especialização em Direitos Humanos , sua Tese de doutorado "Juncos ao Vento: Literatura e Identidade Romani (Cigana)" recebeu o prêmio de melhor tese de literatura de 2016 pela Universidade de Brasília. Pesquisadora com artigos publicados na área da literatura romani, gênero e mulheres ciganas, estudos e identidade romani. Mulher romani sinti e ativista foi considerada a primeira romni a defender um doutorado na América Latina. Membro do grupo de pesquisa Mnemosyne para Estudos da Memór

MULHERES, EDUCAÇÃO E RESISTÊNCIA I: POESIAS, COMENTÁRIOS E IMPORTÂNCIA DO ACESSO AO CONHECIMENTO

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No primeiro encontro do "Mulheres, Educação e Resistência I " organizado pela AMSK/Brasil junto ao Observatorio de Mujeres Gitanas, temos as falas das phrala, irmãs, Elizabeth Martinho e Voria Stefanovsky, falando sobre Poesias Romani e a importância do acesso ao conhecimento. Neste 8 de março alçamos voz de nossa história, escrita, falada e de nosso território simbólico, Oprè Romnia! Elisabete Martinho: professora alfabetizadora, especializada na alfabetização de pessoas com deficiência, aposentada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, integrante da Comissão Permanente de Direito ao Trabalho, à Educação e à Seguridade Social do Conselho Nacional de Direitos Humanos do Brasil. Romi Kalderasha , representando a AMSK/Brasil. Voria Stefanovsky: doutora em literatura, especializada em Literatura Romani, diretora do Observatorio de Mujeres Gitanas, mulher Romani Sinti, ativista pelos direitos das mulheres romani e pelos direitos humanos. Foi considerada a

OPRÊ ROMNIALE! NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS.

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  Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o Ano Internacional da Mulher como reconhecimento a luta dos movimentos feministas por direitos a igualdade no trabalho e melhores condições de vida. A data 8 de março foi adotada e oficializada em 1977 como o Dia Internacional da Mulher . Embora o 8 de março tenha como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das Mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas, em 2021, ainda se evidencia a eficiência limitada da ONU em promover ações efetivas na defesa, no reconhecimento e garantia dos direitos das Mulheres Romani. E por conseguinte a manutenção da invisibilidade desses mesmos direitos pelos Estados Membros da Organização das Nações Unidas. É urgente que uma vigília mundial de direitos se faça e que reconheça a realidade das nossas Mulheres. Quantas gerações teremos de perder para o silêncio das que podem falar? Nada sobre Nós, sem Nós! Se não