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CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE II



CONSTRUINDO UMA IDENTIDADE - PARTE II

Uma identidade real 

Na contramão do estereótipo, poderíamos até dar exemplos mirabolantes, daqueles que elevam o ego. Nomes de profissionais famosos de etnia romani. Assim, poderíamos fazer aquela pergunta que ninguém faz, mas que afeta muitas mentes pensantes: “se você considera fulano ou beltrano o máximo; porque odeia tanto os ciganos?”


O que acontece então com o cotidiano, com a vida normal, com o ir e vir dos dias? Simples; esse cidadão brasileiro de etnia romani, está aí, lutando, trabalhando e construindo seus dias, sem abrir mão de sua identidade.

Pois bem, esse é um trecho da vida do Rogério Silva, cidadão brasileiro de etnia romani – um calon com muito orgulho e que até a pouco tempo atrás, andava de barraca, não por vocação ou por mero destino de todo cigano, mas por necessidade, por condição imposta a ele; condição essa imposta por anos, séculos de discriminação e preconceito, afastando toda e qualquer condição de vida e de acesso respeitoso e digno de moradia, estudo e emprego.
Resumindo, a retirada e condenação de gerações inteiras, mantidas pelo absurdo do sonho daqueles que não conseguem sonhar seus destinos e suas vidas, romantizando todo um povo e o colocando como sonho de estimação. A liberdade de ir e vir, superava e supera até os dias de hoje a real situação dos povos romani (ciganos) no Brasil.







Rogério mudou a sua história e o fez, graças a inteligência, a garra e a capacidade de criatividade, adaptação e sobrevivência, adquiridas em anos e anos de barraca e de perseguições.  A partir dele, toda uma geração irá mudar o padrão de vida ... não o padrão da cultura, mas das privações.

Com o prêmio culturas ciganas – edição João Torres, uma iniciativa do MINC, ele alavancou sua realidade de vida. Juntou mais um dinheiro suado e comprou um terreno, modesto, mas ideal para abrigar a ele e a sua família e como ele mesmo costuma dizer: quem não tem dinheiro, tem que fazer por si mesmo.

Estudou e buscou ajuda. Compreendeu que poderia avançar e fez isso.
Rogério é o tipo de cidadão, de cigano, que não espera choramingando. Vai a luta e conquista o direito de ser respeitado.

AMSK/Brasil

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