Duas mulheres forjaram o nosso caráter e a nossa resistência, Maylê Fia e Sara, foram e são sobreviventes de seus tempos, são marcos divisórios de uma história não escrita, portanto, elas jamais serão esquecidas e seus preceitos jamais negados: a dignidade da pessoa humana, a luta contra a injustiça, o conhecimento como ferramenta da verdade, o trabalho como ferramenta política e a inegável condição de sermos mulheres e seus desdobramentos. Nunca foi pela santidade, mas, sempre pela humanidade contida no corpo, na alma e na vida dessas mulheres.
Maylê significa abraço que acolhe - aquela que anda com a filha - mayrí. Colo e abrigo.
Por
isso o nome da organização. MAYLÊ SARA KALÍ - mais que santa, amiga e companheira.
AMSK/Brasil
Coração de Sara
O Coração de Sara nasce como gesto permanente de acolhida.
Não é apenas um símbolo — é um chamado.
Um chamado para reconhecer a humanidade que atravessa fronteiras,
que resiste ao tempo,
e que insiste em existir com dignidade.
Aqui, cada história importa.
Cada memória é preservada.
Cada vida é reconhecida em sua inteireza.
O Coração de Sara abraça o que foi silenciado,
fortalece o que permanece
e constrói pontes onde antes havia distância.
É encontro.
É cuidado.
É presença.
Um projeto vivo, que se move entre territórios, culturas e identidades,
levando consigo a certeza de que a humanidade não tem fronteiras —
e que o acolhimento é um direito de todos.
Coração de Sara
O Coração de Sara é um compromisso permanente com a vida.
Não se trata apenas de acolher — trata-se de afirmar direitos.
Em um mundo marcado por deslocamentos forçados, o direito de andar, existir
e pertencer não pode ser negado. Nenhuma pessoa deve ser reduzida à condição de
trânsito, de passagem ou de ausência.
O Coração de Sara se levanta e se estabelece como resposta ética diante das
guerras e de todas as formas de destruição que rompem territórios, histórias e
vínculos. Não aceitamos a naturalização da violência nem o silêncio diante do
sofrimento produzido por decisões políticas.
Acolher é um ato de justiça.
Proteger é um dever coletivo.
Garantir dignidade é inegociável.
Este projeto permanente da AMSK/Brasil, afirma a humanidade como valor
transnacional — acima de fronteiras, conflitos e interesses. Ele constrói redes
de cuidado, fortalece presenças e sustenta o direito de cada pessoa viver com
segurança, liberdade e reconhecimento.
O Coração de Sara não olha para a dor como destino.
Ele atua para que ela não se repita.
Porque nenhuma guerra pode ser tratada como inevitável.
E nenhuma vida pode ser considerada descartável. Maylê Fia.
Coração de Sara
Consciência de existir sem fronteiras.
Interromper a onda de ódio.
Sustentar a dignidade.
Abraçar o direito de existir — livre, inteiro, humano.
Coração de Sara
O Coração de Sara leva a consciência humana de existir sem fronteiras.
Afirma o direito de cada pessoa caminhar, permanecer e pertencer, sem que sua
existência seja condicionada por conflitos, deslocamentos ou interesses que
negam a dignidade.
Diante das guerras e das violências que fragmentam o mundo, o projeto se
posiciona com clareza: é preciso interromper a onda de ódio e recusar a
naturalização da destruição.
Acolher não é caridade — é justiça.
Proteger não é escolha — é responsabilidade.
O Coração de Sara constrói presença, fortalece vínculos e sustenta uma ética
que ultrapassa territórios: a humanidade como valor comum e inegociável.
Abraçar o direito de existir é afirmar que nenhuma vida pode ser descartada
— e que viver, com liberdade e dignidade, é um direito que não reconhece
fronteiras.
Coração de Sara
Consciência de existir sem fronteiras.
Interromper a onda de ódio.
Sustentar a dignidade.
Abraçar o direito de existir —
livre, inteiro, humano.
Inspirado pelo pensamento e pela ação de Maylê Fia,
fundadora da Associação Internacional Maylê Sara Kali.
“Não se esqueçam de Sara,
porque ela nunca se esqueceu de ninguém.” Maylê Fia
Coração de Sara
O Coração de Sara leva a consciência humana de existir sem fronteiras.
Afirma o direito de cada pessoa caminhar, permanecer e pertencer, sem que sua
existência seja condicionada por conflitos, deslocamentos ou interesses que
negam a dignidade.
Diante das guerras e das violências que fragmentam o mundo, o projeto se
posiciona com clareza: é preciso interromper a onda de ódio e recusar a
naturalização da destruição.
O Coração de Sara nasce do pensamento e da ação de Maylê Fia, fundadora da
Associação Internacional Maylê Sara Kali, como um compromisso vivo com o
cuidado, a memória e a justiça entre os povos.
Acolher não é caridade — é justiça.
Proteger não é escolha — é responsabilidade.
O projeto constrói presença, fortalece vínculos e sustenta uma ética que
ultrapassa territórios: a humanidade como valor comum e inegociável.
Abraçar o direito de existir é afirmar que nenhuma vida pode ser descartada
— e que viver, com liberdade e dignidade, é um direito que não reconhece
fronteiras.
O Coração de Sara nasce da memória que atravessa gerações.
É herança de mulheres que caminharam contra o apagamento, que sustentaram a
vida mesmo diante da ruptura, e que transformaram resistência em cuidado.
Sara é força e é justiça.
É presença que não abandona.
É lembrança viva de que nenhum povo caminha sozinho.
Inspirado pelo pensamento e pela ação de Maylê Fia, fundadora da Associação
Internacional Maylê Sara Kali, este projeto se firma como continuidade de uma
história tecida por mulheres romani que enfrentaram fronteiras, recusaram o
silenciamento e mantiveram acesa a dignidade de existir.
O Coração de Sara carrega essa consciência: existir não deve ter fronteiras.
Caminhar é um direito.
Pertencer é inegociável.
Diante das guerras e das violências que tentam romper laços e apagar
trajetórias, o Coração de Sara se levanta para interromper a onda de ódio e
reafirmar a humanidade como valor comum.
Não se trata de expor a dor, mas de proteger a vida.
Não se trata de lembrar o sofrimento, mas de garantir que ele não se repita.
“Não se esqueçam de Sara, porque ela nunca se esqueceu de ninguém.”
Neste chamado, vive a força de quem veio antes — e a responsabilidade de cuidar de quem segue.
O Coração de Sara é abrigo, é caminho, é permanência.
É o abraço que sustenta o direito de existir — inteiro, livre e sem fronteiras.
“...Seu povo se sentirá liberto e
será liberto,
quando recolhei aquela que vier das
águas...”
(Tradição oral do povo romani)
Santa
Sara Kali é venerada pelo povo romani, viajantes e peregrinos em diversas
partes do mundo no dia 24 de maio. Segundo a tradição do Povo Romani, ela é
símbolo de proteção, dignidade e continuidade. No Brasil, seu culto está
diretamente ligado à Nossa Senhora Aparecida e às tradições das Virgens Negras.
Sara Kalí foi contemporânea de Jesus Cristo, de José de Arimatéia e das
"Três Marias" bíblicas. Maria Madalena, Maria Jacobina e Maria
Salomé.
A
história de Sara Kali está ligada à tradição oral que conta que essas mulheres
foram colocadas à deriva em um barco sem remos e, guiadas pela fé, chegaram à
costa da França.
Sara
é aquela que protege os que caminham, os peregrinos e os que partem, sendo
referência de fé, memória, resistência e pertencimento.
Seus
restos mortais estão depositados na cripta da Igreja de San Michel e de Notre Dame de La Mer, em
Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, local que se tornou ponto de encontro
entre fé e tradição, desde 1938 (sem interrupção) com a procissão das águas. Seus ossos estão
guardados em uma simples caixa, debaixo de um altar em capela/cripta
subterrânea desde 1447, associados às descobertas de René d’Anjou, também
conhecido como Rei de Jerusalém.
A
tradição também aponta que seu nascimento data do século I, em regiões como
Berenice, no Egito, ou na antiga Palestina, reforçando a profundidade histórica
de sua presença.
Sabem o
que significa a rosa azul para nós?
“Jamais
te esquecerei”.
Maylê
Fia
Um breve até logo.
Se
lembrem sempre do exemplo de Sara,
Não se
esqueçam dela.
Do
quanto ela lutou e de quem ela foi e é. Do porquê permanece viva nas nossas
memórias, de geração em geração. Porque ela jamais se esqueceu dos seus.
Lutem todos
os dias contra o medo, a ignorância, a pobreza e a maldade de alguns.
Não há
nada que possamos levar dessa vida conosco, a não ser a certeza de que somos
gente e que podemos ajudar a diminuir o sofrimento, a injustiça, a fome e a
ignorância. Cada pessoa é única, cada pessoa é alguém.
Tive
algumas missões nessa vida e tenho fé em Deus de que consegui cumprir todas
elas, se faltou alguma, peço que Jesus - o chefe e a Nossa Senhora que me
perdoem. Vocês com certeza, são o meu orgulho.
Não
houve um dia sequer que eu me lembre nos meus 93 anos de vida, que eu tenha
negado um prato de comida, uma moeda que fosse, uma roupa ou mesmo um teto, um
abrigo, um copo de leite e um biscoito aos que me pediram e mesmo aos que
encontrei pelas estradas dessa Minas Gerais a fora. E foram muitos. A
ingratidão não é palavra que assenta na nossa alma. Deixem esse defeito para os
outros. Façam o que devem fazer, quem quiser, que responda por esse falha de
caráter.
Perdi a
conta dos partos que fiz, são mais de 800, dos afilhados que ganhei e dos
anjinhos que ajudei a terem um enterro digno. Estou longe de ser perfeita, mas
acho que paguei minha dívida com coragem, honestidade e caridade. Quem não deve
a Deus, nosso parente?
Deus
sempre foi muito bom para mim.
Agora é
com vocês.
O que eu
tenho a dizer é isso:
O papel
de toda mulher é onde ela quiser.
Cuidem
das mulheres e das crianças, especialmente das nossas que ninguém vê e que
antigamente não podiam sequer parir em paz, a polícia chegava e expulsava. Isso
não é favor, é direito delas e é nossa obrigação.
Quem
escuta intriga e fofoca, dá ouvidos a pinico, a única resposta da vida é
trabalho e coragem. Ninguém precisa gostar de vocês, mulheres como nós, nascemos
para caminhar pela vida e não assistir a vida passar por nós.
A pior
doença é quando a alma apodrece, essa sim é contagiosa. Mantenham distância.
Ninguém é maior que ninguém, portanto, não
abaixem suas cabeças.
Comida é
coisa que não se nega, não carreguem esse defeito, nem no corpo e nem na alma. Deem
comida a quem tem fome. Deus pode ser o pai, mas, a vida é a mãe.
Achar é
um direito que todo mundo tem, deixem achar o que quiserem.
O mundo
não tem porteira e gente como nós não tem cerca. Opre.
Se tiverem
que chorar, chorem, mas continuem andando, que venham mais anos.
A gente
não se despede de quem ama, a gente diz: fica com Deus.
Agora eu
quero um café...
8 de
março de 2019 – registro da reunião da AMSK/Brasil em Patos de Minas.
Na
integra a última fala da Presidenta honorária da AMSK/Brasil
No dia 20
de agosto de 2019, aos 93 anos, ela seguiu viagem e virou estrela, tal qual a história que
ela costumava contar: “Rroma, não morre, vira estrela, para que onde quer que
estejamos, sobre o céu como teto, possamos ter a certeza que o nosso amor nos
guia, nos protege e nos guarda”.
Que o
nosso amor te acompanhe.
Vai com
Deus Maylê.
Sempre
estaremos juntas.




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