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terça-feira, 31 de maio de 2016

MARCHA DAS FLORES: PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Foto: Rosana Barreto


 A Marcha das Flores realizada no dia 29 de maio, em Brasília-DF, derruba o cerco no Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) e depositam as flores na estátua da Justiça.
Foto: Rosana Barreto

Foto: Rosana Barreto
Apesar das cercas para impedir a manifestação das mulheres, crianças, jovens, idosos, e homens, em depositarem as flores na estátua da Justiça em frente ao edifício do Supremo Tribunal Federal, as e os manifestantes pelo fim da violência contra as mulheres no país, começam a jogar as flores sobre a cerca. Neste momento, um rapaz pula a cerca e ajuda uma mulher também a pular. Os seguranças e policiais do STF dão voz de prisão ao rapaz. As manifestantes gritam em coro “solta, solta”, até que os policiais o fizeram. Ao mesmo tempo, muito tranquila a mulher começou a colher as flores caídas ao chão e também das pessoas. E com um maço de flores no braço segue em direção a estátua da Justiça para depositar as flores, mas, foi impedida pelo cordão de segurança do STF de prosseguir com a ação, sendo empurrada. As manifestantes começaram a vaiar tal atitude. Indignadas com aquela ação contra uma mulher, gritavam “Mexeu com uma, mexeu com todas” – refrão este cantado desde o início da marcha. Neste momento, policiais começaram a borrifar o gás de pimenta nas pessoas perto da cerca sem se importar que naquele local haviam mulheres grávidas, crianças e idosas. Uma ação absurda. E este foi o fato que motivou a ação do público em derrubar a cerca, como forma de respeitar as pessoas que clamavam também pelo respeito à democracia.
A Deputada Federal Érika Kokay junto com várias manifestantes foram as primeiras a chegarem perto da estátua, formando uma roda, de mãos dadas, em volta dos seguranças do STF que faziam um cordão de proteção ao monumento público. 


  
Desse momento em diante as mulheres, crianças, jovens, idosos e homens puderam colocar as suas flores e os seus cartazes na estátua da Justiça, pacificamente. E em frente ao Palácio do STF manifestaram o repúdio à cultura do estupro dependurando um cordão de calcinhas manchadas, cartazes, e gritavam frases como “Mexeu com uma, mexeu com todas”, contagem regressiva de 30 a nenhum, “A nossa luta é todo dia contra o machismo, o racismo, e a homofobia”, “Machistas, fascistas não passaram”, entre outros.

 



Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres:

A ONU Mulheres emite Nota Pública e reforça a necessidade de garantia e fortalecimento da rede de atendimento a mulheres em situação de violência e de órgãos de políticas para as mulheres e profissionais especializadas e especializados em gênero em todas as esferas governamentais, para o pleno acolhimento às vítimas, primando pelo cumprimento de protocolos, pela celeridade e pela humanização nos procedimentos de saúde, assistência psicossocial e justiça em todas as etapas do atendimento às vítimas e seus familiares, assim como a rigorosa punição dos agressores. À sociedade brasileira, a ONU Mulheres pede a tolerância zero a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização. Leia mais...

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) emite Nota Pública em repúdio ao estupro coletivo no Rio de Janeiro e em Bom Jesus - PI e posiciona-se pelo enfrentamento à cultura de estupro existente e afirma que atos bárbaros e criminosos como estes violentam não só as adolescentes, mas todas as mulheres do país. Leia mais...

A nossa luta é todos os dias pelo fim da violência contra as Mulheres.



AMSK/Brasil



Leia as matérias:

Protesto contra violência a mulheres tem tumulto e gritos de 'Fora, Temer' 

Mulheres de Brasília fazem "Marcha das Flores" contra estupro

Marcha das Flores pede o fim da violência contra a mulher na Esplanada 
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2016/05/29/internas_polbraeco,533909/marcha-das-flores-pede-o-fim-da-violencia-contra-a-mulher-na-esplanada.shtml

quarta-feira, 25 de maio de 2016

FRENTE NACIONAL CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL


Reduzir a maioridade penal nos termos do relatório e substitutivo apresentado pelo Senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES), relator da PEC 115/2015, na qual também estão apensadas as PECs de números 74/2011, 21/2013 e 33/2012, em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ – Senado Federal), revestem-se numa afronta as disposições constitucionais previstas nos artigos 226, 227, 228, 229 e 230 da Constituição Federal – cláusulas pétreas, que somente poderiam ser objeto de alteração por meio de nova Assembleia Nacional Constituinte.

O argumento da redução da maioridade penal como uma solução para diminuir o crescente nível de violência no Brasil é falacioso e equivocado. É encarcerar nossa juventude mais cedo, principalmente, aqueles em situação de vulnerabilidade social familiar econômica. O adolescente em conflito com a lei não surge por acaso. Ele é fruto de um estado de injustiça social crônico produzido por um modelo econômico excludente.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069/90, e a Lei 12.564/2013 - lei que institucionalizou o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) dispõe sobre direitos, deveres e também prevê punições rigorosas ao adolescente em conflito com a lei, dentre as quais cabe ressaltar a medida socioeducativa de internação por até 3 anos.



Faça parte das nossas ações assine a petição...



AMSK/Brasil

segunda-feira, 23 de maio de 2016

DIA NACIONAL DO CIGANO, 24 DE MAIO: 10 ANOS DE CELEBRAÇÃO

O Dia Nacional do Cigano, 24 de maio, instituído pelo Decreto Presidencial de 25 de maio de 2006, sancionado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa atitude histórica, estabelece um marco importante na história das relações entre o povo brasileiro e o povo Romani (os assim chamados ciganos); reconhecendo sua existência e propondo o enfrentamento à violência e ao preconceito historicamente vivido por essa parcela da população brasileira; o enfrentamento a invisibilidade de um povo tradicional que há séculos reside no território brasileiro e que contribuiu e contribui para a formação histórica, social e cultural do país. E lá se vão 10 anos, uma década rumo a cidadania.

Diante da conjuntura política instalada no país, a AMSK/Brasil em celebração ao dia 24 de maio de 2016 apresenta o histórico das ações realizadas na gestão da Presidenta Dilma Rousseff em atendimento as demandas da sociedade civil de implementação de políticas públicas para o Povo Romani (ciganos) do Brasil.

Ações Realizadas nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no âmbito Federal:

2012 – A realização do Ciclo de Debates Ciganos: Uma história invisível, em celebração ao dia 8 de Abril, Dia Internacional do Romani, a AMSK em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e o apoio da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/MEC), a ONU Mulheres, propicia a vinda ao Brasil de Bruno Gonçalves (Portugal), Juan de Dios Ramires Heredia (Espanha) e Ana Dalila Balbo (Colômbia), os defensores dos direitos humanos do povo cigano, para um intercâmbio de experiências bem sucedidas no âmbito de realização de ações afirmativas de atendimento as necessidades da população de etnia romani nas áreas de educação, saúde, trabalho, e habitação. Como resultado do evento a Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SECOMT/SEPPIR/PR), gerenciada pela Profa. Silvany Euclênio, realizou a Plenária Governamental: Políticas Públicas e os Povos de Cultura Cigana, no dia 25 de maio de 2012, no Auditório da Superintendência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/RJ), Rio de Janeiro, em celebração ao Dia Nacional do Cigano.

Neste mesmo ano, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC/MPF), representada pelo Subprocurador Federal Aurélio Veigas Rios, diante das denúncias referente ao enfrentamento as violações de direitos humanos apresentadas pela família Castilho e Jancovithe (Rom Kaldarash) e da AMSK/Brasil, designou o Subprocurador Federal Luciano Mariz Maia mediar e fomentar ações junto aos órgãos dos poderes executivo, legislativo e judiciário medidas de promoção da cidadania aos romani. As ações oportunizaram a realização de Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH Senado), coordenada pelo Senador Paim, no dia 12 de dezembro 2012, com o objetivo de promover o debate sobre a situação do povo romani no Brasil. (Disponível em http://6ccr.pgr.mpf.mp.br/pfdc/informacao-e-comunicacao/eventos/igualdade-nao-discriminacao/audiencia-publica-direitos-dos-povos-ciganos/convite)
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lança o Guia de Cadastramento de Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (Disponível em http://pt.slideshare.net/dvgsa/cadastro-unico-grupos-populacionais) com orientações aos gestores municipais do Cadastro Único para Programas Sociais na identificação e no correto cadastramento de grupos populacionais mais vulneráveis e que sofrem com a invisibilidade. Nesta edição foram ampliadas o escopo para 13 diferentes grupos familiares, das quais incluída a família cigana.

2013 – Como desdobramento dos debates realizados no evento Ciclo de Debates Ciganos: Uma história invisível, das ações da PFDC/MPF junto aos órgãos do poder executivo, e dos resultados obtidos na Audiência Pública realizada em 12 de dezembro de 2012 na CDH Senado, a Secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SECOMT/SEPPIR/PR), Silvany Euclênio, realiza ações para implementação de políticas públicas com a instituição do Grupo de Trabalho Interministerial, sendo a AMSK/Brasil convidada para a composição. Como resultado das discussões, este Grupo de Trabalho propiciou a realização do evento Brasil Cigano: I Semana Nacional dos Povos Ciganos, em Brasília-DF, em celebração ao 24 de maio de 2013. O evento, sob a coordenação da SEPPIR/PR em parceria com a AMSK/Brasil propiciou a participação de cerca de 300 pessoas de etnias romani (Rom e Calon), oportunizando o diálogo com os gestores públicos da SEPPIR/PR, Ministério da Educação, Ministério da Saúde (MS), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Ministério da Cultura (MinC), Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PDCF/MPF), e do Governo do Distrito Federal (GDF). O acontecimento, considerado um marco histórico no país, promoveu o intercâmbio de informações e dados relevantes para a implementação dos marcos legais nacional e internacional em vigência no Brasil com o lançamento do Guia de Políticas Públicas para os Povos Ciganos (Disponível em http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/copy_of_povos-de-cultura-cigana), e sobretudo a promoção de conhecimentos aos romani sobre os seus direitos fundamentais e cidadania.

2014 – Como desdobramento do evento Brasil Cigano: I Semana Nacional dos Povos Ciganos, foram realizadas as seguintes ações governamentais:

A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/MEC), coordenada pela Profa. Macaé Evaristo, instituiu o Grupo de Trabalho para acompanhar a implementação da Resolução CNE/CEB nº 03/2012 que institui as Diretrizes para o atendimento de educação escolar para populações em situação de itinerância, no que se refere às populações ciganas. O grupo, GT-Ciganos, formado por representações romani (Rom e Calon) e por representações governamentais (SECADI/MEC, SEPPIR/PR, SDH/PR, e Ministério da Cultura [MinC]) com o objetivo de prestar subsídios para a unidade possível aos procedimentos que os Sistemas de Ensino brasileiros adotam em relação a esta temática, nos diferentes locais em que os ciganos estão presentes. Os resultados parciais apresentados pelo GT-Ciganos, demandou a SECADI/MEC a inserção do tema no Encontro de Gestores do Programa Brasil Alfabetizado (PBA), realizado em Brasília-DF, que estabeleceu um espaço de discussão, sensibilização e capacitação dos gestores e gestoras do PBA sobre as especificidades e necessidades dos povos romani (ciganos) no que se refere ao acesso à educação.

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS) insere o tema Povos Romani (ciganos) nos eventos da área de atenção básica à saúde, saúde da família, e educação popular em saúde, com o objetivo de promover debates sobre a situação da população de etnia romani nos estados e municípios. E com a parceria da AMSK/Brasil, o Departamento de Apoio a Gestão Participativa da SGEP/MS realizou rodas de diálogo em comunidades romani. Como resultado da atividade a produção de material de sensibilização voltado à garantia de atendimento humanizado aos povos romani (ciganos) no Sistema Único de Saúde (SUS), com o lançamento de campanha produzido em cartaz, Povo Cigano: acesso humanizado e acolhedor em todos os serviços de saúde (Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/cartazes/povo_cigano.pdf). Este material gráfico foi lançado oficialmente pelo Ministro da Saúde Arthur Chioro, no dia 2 de junho de 2014, durante o Congresso Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, realizado em Vitória - ES, reunindo gestores e gestoras de saúde de todos os municípios brasileiros.
A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) e a Secretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR) lançam o edital Prêmio Culturas Ciganas 2014 – 3ª Edição (Disponível em http://www.cultura.gov.br/documents/10883/1171222/Edital+de+Divulga%C3%A7%C3%A3o+n.%C2%BA%201+de+28.08.2014+-+Pr%C3%AAmio+Culturas+Ciganas+-+3%C2%AA%20Edi%C3%A7%C3%A3o.pdf/209cad5f-2358-4e63-a03c-779ece698911) para iniciativas culturais realizadas, promovidas por pessoas físicas ou jurídicas sem fins lucrativos, responsáveis por iniciativas exemplares atuantes na preservação e proteção das culturas dos povos ciganos no Brasil, como reconhecimento por sua contribuição ao fortalecimento das expressões culturais tradicionais de seus povos.
O Programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil, uma rede de televisão pública brasileira pertencente à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com programação de abrangência nacional, realiza o documentário “Ciganos: Minha pátria é onde estão os meus pés”, revela a realidade desses brasileiros, que sofrem com o preconceito e vivem à margem da sociedade (Disponível em http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem/episodio/ciganos-minha-patria-e-onde-estao-meus-pes). Produção de Debora Brito, e reportagem de Oussama El Ghaouri.

2015 – A SECADI/MEC em celebração ao 24 de maio, Dia Nacional do Cigano, promoveu no Auditório do Anexo II do Ministério da Educação o lançamento da publicação Ciganos – Documento Orientador para os Sistemas de Ensino (Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=16788-secadi-ciganos-documento-orientador-para-sistemas-ensino&category_slug=dezembro-2014-pdf&Itemid=30192) fruto do trabalho do GT-Ciganos. O evento promoveu mesas de diálogos que resultou na Nota Técnica nº 28/2015/CGERER/DPECIRER/SECADI/MEC encaminhada aos órgãos do Ministério da Educação como subsídios a elaboração de ações, políticas e projetos a educação escolar dos povos romani.

A Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, presidida pelo Procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior, no dia 30 de julho de 2015, promove e realiza Audiência Pública no Conselho Nacional do Ministério Público destinada a discussão da atuação do Ministério Público na defesa dos direitos dos povos ciganos. O evento teve a participação de romani Rom e Calon, e de representantes do poder executivo da esfera federal e do Distrito Federal. (Disponpivel em https://www.mpmt.mp.br//storage/webdisco/2016/05/04/outros/2237707ee033143e598ab8260830dbb2.pdf).

2016 – A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, nos dias 1 a 3 de março de 2016, Brasília – DF, realizou a consulta nacional de políticas para as mulheres ciganas como preparação para apresentação de propostas a 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres que traz como tema: Mais direitos, participação e poder para as Mulheres. Pela primeira vez o governo brasileiro tem a iniciativa de promover a inclusão das mulheres romani (ciganas) no processo de construção política para as mulheres do país, sendo considerado um marco histórico. O evento teve a participação de mulheres romani (ciganas) de etnia Kaldarash, Lovara e Calon, momento em que apresentaram as questões afetas ao enfrentamento as violações de direitos humanos, e propostas para atendimento das necessidades prementes nas áreas de saúde e educação (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=DmfS-v4EeRU).

A Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, por intermédio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), oportunizou a participação de três crianças e dois adolescentes romani pertencentes aos grupos Rom e Calon, na 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Momento que tiveram a oportunidade de construir propostas para elaboração da Política Nacional dos Direitos Humanos dos Direitos da Criança e do Adolescente (Disponível em http://amskblog.blogspot.com.br/2016/05/criancas-e-adolescentes-ciganas-matriz.html ).

Considerações:

Neste 24 de maio de 2016, o Dia Nacional do Cigano, a AMSK/Brasil agradece a todas as pessoas, que independente dos cargos e funções governamentais que ocupam ou ocuparam, fazem parte da história de promoção da cidadania aos romani. E foi no governo da Presidenta Dilma Rousseff que a população brasileira de etnia romani passou a ser visibilizada e considerada como parte do processo civilizatório do Brasil e a ser nomeada como sujeitos de direitos dos programas e ações desenvolvidos no âmbito do poder executivo, legislativo e judiciário da esfera federal, estadual, distrital e municipal.

Hoje, não comemoramos, reafirmamos a celebração de luta desses dez anos, reconhecendo que o Brasil avançou em 10 anos, o que muitos outros não o fizeram. Em tempos de redução de direitos, a Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK/Brasil), vem reafirmar sua luta pelo estado democrático de direito e sua preocupação com o retrocesso histórico que se agiganta no trato com a área social e no abismo com que podemos voltar a exercer nesse momento. Reafirmamos que se faz necessário continuar a contribuir e avançar, a fim de consolidar uma política pública que venha a vencer as relações históricas galgadas no preconceito. Não há como negar que esses dez anos de estrada, desde a instituição do dia 24 de maio, como o Dia Nacional do Cigano no Brasil foi possível pela visão dessa democracia, que hoje está em risco, e pela visão social, humanista e direcionada a reconhecer e concertar erros históricos, que tanto o governo do Presidente Lula, quanto o da Presidenta Dilma, proporcionaram que essa parcela da população brasileira não fosse vista como somente um problema de segurança pública, alinhavado no preconceito histórico e devastador, mas que fosse inserido no cotidiano de uma política que faz a história reescrever trajetórias e devolver a dignidade e a possibilidade as futuras gerações. Não podemos aceitar a criminalização das representatividades da sociedade civil, única e exclusivamente porque o governo da Presidenta Dilma e do Presidente Lula, nos abriu a porta para a garantia de direitos, retirando-nos da invisibilidade típica dos governos anteriores.

Cana o drom si lungo, naxtis piras korkorro. Se o caminho é longo, não se deve andar sozinho.

AMSK/Brasil

domingo, 8 de maio de 2016

PROJETO KALINKA, LESHJAE, E CIRCO BELÔ NA 10ª CONFERÊNCIA NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (X CNDCA)

Foto: Paula Froes
A programação cultural da 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente contou com o espetáculo Projeto Kalinka, Leshjae e Circô Belô, sob a coordenação da professora Lucimara Cavalcante da AMSK/Brasil, realizado no dia 26 de abril de 2016, às 13:00h, no Palco 3 do piso 1, do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília - DF.

O show de danças, músicas e arte circense oportunizou ao público conhecer a história dos povos romani (ciganos) e matriz africana, e da arte circense promovendo emoção, interação, confraternização e o respeito a diversidade cultural.

A apresentação do espetáculo ficou por conta do Projeto Kalinka, sob a coordenação da professora Lucimara Cavalcante que interagiu o público com os contos, cantos, e encantos das danças, músicas e acrobacias apresentadas pelos grupos culturais.

O evento iniciou com a apresentação da expressão cultural da Casa de Cultura Ilé Asé d’Osoguiã, representada por Renato Bonfim, Pedro, Lucas e Rafael que propiciaram ao público conhecer a história e os cantos aos orixás Oxalá e Oxum. Momento de agradecimento, paz e confraternização.


A música do grupo Leshjae, sob coordenação de Anne Kellen e José Ruiter, contaram a história do povo romani com a interpretação dos ritmos da Macedônia, Rússia, Hungria e Espanha. A dançarina Karolina Cerqueira encantou o público com os passos e gestos da dança romani da Macedônia.

O momento contou com a apresentação das danças ciganas pela professora Lucimara Cavalcante da AMSK/Brasil, Anne Kellen (Romi Lovara) do Leshjae, Janete Soares (Calin), e pelos Rom Boyasha e Kaldarash, Edison Rocchi e Daniel Rocchi.





E a percussão de derbake da artista Suria, uma pessoa com deficiência visual atuante na defesa dos direitos humanos LGBT que emocionou o público com os ritmos baladi, maksum e said.
Foto: Paula Froes

O Circo Belô, coordenado pelo professor Moisés Barbosa Costa, oportunizou ao público conhecer a história da arte circense e se encantar com as acrobacias coletivas apresentadas por Patrick, Laryssa, Ariel, Ingrid e Vitor. Encerrando o espetáculo com muita alegria.

Foto: Paula Froes


A AMSK/Brasil agradece ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e a Comissão Organizadora da Produção Cultural das Conferências Conjuntas de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos pela oportunidade de divulgação da expressão cultural dos romani (ciganos), matriz africana e dos circenses.

Saiba mais sobre a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Acesse...

Educomunicadores da X CNDCA

A Conferência, a democracia participativa e o protagonismo infantojuvenil 

Flickr da X CNDCA

quinta-feira, 5 de maio de 2016

CRIANÇAS E ADOLESCENTES CIGANAS, MATRIZ AFRICANA E RIBEIRINHOS PARTICIPAM DA 10ª CONFERÊNCIA NACIONAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

A Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos entre os dias 24 a 29 de abril de 2016 realizou as Conferências Conjuntas de Direitos Humanos, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília – DF. Nos dias 25 a 27 de abril de 2016 realizou a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (X CNDCA).

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) oportunizou a um grupo de 10 crianças e adolescentes pertencentes a comunidades tradicionais de matriz africana, ribeirinhos e do povo romani (cigano) originárias dos grupos Calon, Rom Boyasha e Rom Lovara, acompanhadas por seus responsáveis, e sob a coordenação da AMSK/Brasil, pela primeira vez participassem de um espaço de diálogo para construção de políticas públicas nacional de direitos humanos dos direitos da criança e do adolescente.

A X CNDCA contou com o desenvolvimento de metodologias didáticas-pedagógicas que propiciaram as crianças e aos adolescentes elaborarem propostas para o fortalecimento da sua participação e representatividade nos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente no âmbito federal, estadual e municipal. Estas metodologias promoveram a interação e o intercâmbio de conhecimentos entre as crianças e adolescentes dos variados segmentos da sociedade brasileira, principalmente aos grupos de pertença de povos e comunidades tradicionais que falaram sobre sua realidade de vida, sua cultura, e defenderam seus direitos, bem como rompeu a barreira do desconhecimento e do preconceito.



O grupo de crianças, adolescentes e adultos pertencentes a matriz africana, ribeirinhos e romani, promoveram o intercâmbio de informações sobre suas culturas durante a conferência sensibilizando os demais participantes para o respeito a diversidade étnica-racial do nosso país, resultando no encaminhamento para avaliação na plenária final da X CNDCA, a Moção de Apoio aos Povos e Comunidades Tradicionais, sendo aprovada por unanimidade.

Foto: Rede da Infância
As crianças participaram de atividades elaboradas por metodologia didática-pedagógica que propiciou a construção de suas propostas expressadas na arte do mosaico. O resultado do trabalho foi apresentado para avaliação na plenária final da X CNDCA, aprovada por unanimidade. Estas propostas foram entregues a Presidenta Dilma Rousseff por um grupo de 7 crianças, dentre elas um pertencente ao povo cigano e outro de matriz africana., no dia 27 de abril, na abertura da Conferência Nacional dos Direitos Humanos.

Foto: Roberto Stuckert Filho
Foto: Roberto Stuckert Filho
Propostas das crianças entregue a Presidenta Dilma Rousseff
O resultado a participação das 10 crianças e adolescentes pertencentes a comunidades de matriz africana, ribeirinhos e povo romani (ciganos) foi a iniciativa delas e dos seus responsáveis de fazer a divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com a entrega de um exemplar as professoras e professores de suas escolas, momento em que os educadores deram a oportunidade a essas crianças e adolescentes de socializarem sua experiência na X CNDCA aos demais alunas/os do estabelecimento escolar.

A AMSK/Brasil considera importante que as conselheiras/os dos Conselhos de Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), dos Conselhos Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) desenvolvam ações para o fortalecimento da participação e representatividade da população pertencente a povos e comunidades tradicionais nos espaços de discussão e elaboração de políticas públicas de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.


Saiba mais sobre a 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Acesse...

Educomunicadores da X CNDCA


Crianças têm Grupo de Trabalho e levarão propostas para a Plenária Final (foto Paula Froes)

Crianças participam de conferência e entregam propostas à presidenta Dilma Rousseff

Crianças que participaram da X Conferência dos Direitos da Criança e Adolescente tem suas propostas aprovadas e entregues à Presidenta Dilma Rousseff

Jovens ampliam presença na Conferência da Criança e do Adolescente

Flickr da X CNDCA

terça-feira, 3 de maio de 2016

Projeto Opré Chavalé - Ciganos no Ensino Superior, pequeno documentário





Trabalhar em conjunto, traz a esperança e a vontade de romper um circuito de violencia e racismo que sempre imperou.



Viva os novos tempos.



AMSK/Brasil

004 Documentário Opré Chavalé Final v 2





Possibilidades existem;

existem;



Parabéns aos nossos irmãos ciganos Portugueses.



Opré Chavalé



AMSK/Brasil