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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

BASTA!!! VOCÊ ASSINARIA A VEJA???





Queridos amigos, convocamos a todos, para participarem da blogagem coletiva BASTA – DOSTA. Uma chuva de matérias preconceituosas vem sendo lançadas na mídia, revistas e jornais de alta circulação no Brasil e no exterior...pra já, podemos dizer que é quase uma caça as bruxas, entretanto é uma caça aos ciganos.

A isso chamamos de rromafobia.


Ao se falar de uma etnia, as reportagens colocam opiniões desqualificadas, preconceituosas e sem fundamento; ou seja, precisamos reagir. Chega de lixo na informação, afinal de contas essa conversa afeta a todos os romá no mundo todo.


Não, a vida não é um mar de rosas, mas basta de colocar a culpa de todos os problemas da Europa e do mundo nos Roma, basta de fazer de conta que quando um país subjulga os seus, coloca a pobreza por debaixo do tapete e faz de conta que pode separar o mundo em caixinhas...loiros de olhos azuis a direita, raça pura a esquerda, negros a estibordo, mulheres e idosos no canto ao lado, pessoas com síndrome ou deficiência tudo vira um conto de fadas.

Basta, todos sabemos o que precisa ser feito. Precisamos aceitar e praticar a tolerância, praticar o respeito à diferença e acreditar que um país se faz com equilíbrio. As boas práticas, os exemplos que deram certo somem, os assaltos praticados pela raça pura some e é inacreditável que a 70 anos atrás o mundo via isso e agora caminha para isso de novo????

Porque ninguém entra na escola e arranca seu filho detrás da mesa de estudos??? Porque não é cigano. Porque todo mundo luta para erradicar a pobreza e a falta de estudo??? Porque funciona. Porque esse é o caminho e além do mais, a gente precisa ver a revista VEJA com o título: VOCÊ OS TERIA COMO VIZINHOS???

E VOCÊ; ASSINARIA A VEJA???

Sempre algum sujeito mal informado, aqui ou ali, coloca a Romá na fogueira, a pouco tempo tivemos uma OPERAÇÃO ROMANI, agora recai sobre nós “VOCÊ OS TERIA COMO VIZINHOS?? Sem se dar conta da história ... mas perguntamos:


Esterilizar mulheres ciganas pode?
 

Condenar gerações inteiras a pobreza e a perseguição pode?


Colocar os filhos dos outros em campos de concentração pode?


Condenar crianças a envenenamento com chumbo pode?


Garantir que seus filhos não sejam nada, apenas por pertencerem a uma etnia pode?


Colocar sobre as costas de toda uma nação, todos os erros, crimes, malfeitos e desmandos, que justifiquem morte, barbáries, perseguições a você e a sua geração pode?

BASTA de burrice coletiva, BASTA da imprensa desqualificada e sensacionalista, DOSTA  de alguns governos que insistem em retirar de si mesmos a responsabilidade por um mundo melhor. A Espanha é modelo internacional, porque acreditou no lógico e investiu anos, para que isso desse certo: MORADIA DIGNA, ESCOLA E EMPREGO.  Esse é o milagre. Largar a coitadisse e o vende matéria e começar a tratar as coisas com inteligência e decência humana.


Do lado dos ciganos ... essa é a hora ... mais uma vez; é hora de virar a página.

Para entender melhor os dois lados da moeda, leia as matérias relacionadas, no Brasil e no mundo.

Assine a petição e divulgue:

 DOSTA (Campanha do Secretariado Gitano e Comunidade Européia)


BASTA!!!

AMSK/Brasil

CARTA ABERTA À REVISTA VEJA, por Ruano Berenguel



*** CARTA ABERTA À REVISTA VEJA, por Ruano Berenguel

"É com grande pesar que escrevo para manifestar minha indignação ao ler a matéria da edição 2345, dessa última semana de outubro de 2013, que fala a respeito da situação crítica dos ciganos na Europa e dos atos de roubo praticados por eles por lá, nos últimos tempos.

A matéria é absurdamente tendenciosa, a começar do tìtulo: "Você os teria como vizinhos?", que já deixa claro um suposto risco em ter perto algum indivíduo de origem cigana.

Infelizmente, a revista fez questão de enfatizar um estereótipo que estigmatiza todo um povo, se baseando em fatos isolados da vida de alguns, lá na Europa.

Por desconhecimento e por falta de leitura de mundo ou de informações confiáveis, o jornalista que escreveu a matéria apenas endossou um preconceito enraizado de que é normal pessoas ciganas cometerem furtos e darem golpes. Sem atinar pro fato de que... cometer esse tipo de delito é uma característica ruim inerente aos seres humanos em geral, independente de suas etnias e de seus grupos culturais.

O que as pessoas tem que saber é que: se esse tipo de delito existe, a razão está em fatores SOCIAIS, de problemática bem mais complexa do que apenas o rótulo estipulado pelo preconceito. Pelo fato de que, geralmente, o preconceito é algo burro que só floresce nas mentes medíocres, já que não demanda esforço pra se raciocinar sobre o objeto em questão. Essa questão toda dos ciganos na Europa em situação crítica não é um FATOR CULTURAL, e sim um fator SÓCIO-ECONÔMICO e POLÍTICO, haja visto que estamos falando de um povo perseguido e na marginalidade, empurrado para guetos e tentando sobreviver.

Não estou de modo algum afirmando que as atitudes criminosas dessas pessoas seja justificável, mesmo com tantos fatores a serem analisados, mas apenas estou dizendo que, DIFERENTEMENTE do que a revista publicou (em caráter informativo ou sabe-se lá o quê), ROUBAR e APLICAR GOLPES NÃO É E NEM NUNCA FOI TRAÇO CULTURAL TRADICIONAL DE POVOS CIGANOS, mas sim o resultado de uma problemática social bem mais complexa.

Como pesquisador, digo também que... o jornalista que assinou a matéria não sabe, porque não teve acesso, que: o NOMADISMO dos ciganos é uma característica advinda de séculos de perseguição, que obrigou a uma constante migração. E não de uma estratégia tradicional para mascarar roubos e embustes, como pretensiosamente ele acha, se baseando apenas no que viu isoladamente ou no que ouviu dizer. Não estou dizendo que aquilo tudo é mentira, estou dizendo que... poderiam falar da situação sem generalizar 100% da população cigana e sem ROTULAR toda a cultura.

Logo a PERIGOSA analogia que foi feita de "roubos itinerantes" como sendo "desdobramento moderno do nomadismo inerente à tradição cigana" SOA COMO UM ABSURDO sem igual, embasado numa estereotipação ordinária e medíocre.

E tanto a revista é preconceituosa e abordou o assunto de forma tacanha e limitada que... no mapa onde enumeram a população cigana na Europa usaram como símbolo a BANDEIRA CIGANA, o que DEIXA CLARO a idéia da GENERALIZAÇÃO, afirmando que TODOS os ciganos são perigosos porque são ladrões.

Numa época onde se prima tanto pela EXPANSÃO DO CONHECIMENTO e pela JUSTIÇA, esse tipo de postura por parte de um veículo de comunicação é, no mínimo, DESNECESSÁRIA."


A AMSK/Brasil, compartilha dessa opinião e respeitosamente, replica.

sábado, 26 de outubro de 2013

NÃO HÁ OUTRO NOME; A ISSO CHAMAMOS DE ROMAFOBIA




A pouco tempo atrás, foi a menina cigana pisada nas praças da Grécia e agora .... a menina Maria, a história de contos de fada de uma europa que não reconhece seus filhos de origem cigana.
O Ministério do Interior da Bulgária informou nesta sexta-feira que exames de DNA confirmaram que um homem e uma mulher da comunidade cigana do país são os pais biológicos de uma menina encontrada com ciganos na semana passada na Grécia. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131025_crianca_ciganos_dna_paternidade_fn.shtml

Maria, a menina encontrada num acampamento cigano na Grécia, não é uma criança desaparecida ou raptada. É filha biológica do casal de ciganos búlgaros Sacha e Atanas Rusev. Os testes de ADN provaram-no. E agora?

“Todos os países envolvidos nesta história são da União Eurpeia. E o caso revela que a Europa não está conciliada com a sua própria realidade.  A Europa é diversa, tem todos os tipos de pele e a maioria dos grupos étnicos do mundo, mas percebemos que a realidade sociológica avançou mas que os nossos estereótipos não se adequam à realidade”, diz o sociólogo Pedro Góis.

E diz mais: “Há na Europa um antagonismo contra os grupos de ciganos, que impede que olhemos para eles como seres humanos iguais a nós. E casos como este, amplificados desta forma pelos media, podem servir de acelerador para os movimentos de extrema-direita pegarem no lado negativo desta exclusão e criarem bodes expiatórios, como já aconteceu no passado.”

Nesse desfasamento, o preconceito ganha e o bom senso perde, como se viu na Irlanda do Norte, onde outra menina loira foi retirada à família cigana com quem vivia, para se provar com ADN que era filha daqueles pais.

Leia mais: http://www.publico.pt/mundo/noticia/maria-e-loira-de-olhos-verdes-e-filha-de-ciganos-bulgaros-pobres-e-agora-1610423#/0

O que nos cabe:
Só nas semanas entre 12 e 24 de outubro, acompanhamos em jornais e redes de televisão de Portugal e Espanha, mais de 6 casos relacionados a discriminação e preconceito com a Romá na Europa.

Verdade seja dita, as colocações que se fazem no Brasil, de toda sorte são iguais as que se fazem por lá e que muito pouca gente deu importância a fala do presidente da França, quando tentou arrumar mais ou menos as coisas em relação ao caso de Leonarda, a menina de etnia cigana arrancada dentro de um ônibus de estudantes, da escola da qual fazia parte.
Triste e feio a relação de países como a Romênia, a Grécia e outros, que fazem de conta que a pobreza e suas conseqüências não passam pela responsabilidade dos governos e pelo seu alto grau de discriminação.
O Bode expiatório de que fala o sociólogo é tão somente a Segunda grande guerra, na qual se matou mais de meio milhão de ciganos.
Vai um alerta para o Brasil, países que costumam jogar seus filhos para debaixo do tapete, fazendo de conta que a pobreza não lhes pertence, cria um submundo, um terceiro e quarto setor que não aparece nas negociações de apoio bancário e nem nas estatísticas.

Crianças são vendidas, mulheres traficadas para a prostituição e muitos países assistem calados ou em boas negociações. Maria é realmente filha de ciganos pobres, seu DNA comprova isso, de uma família absurdamente pobre da Grécia, uma pobreza que a Europa como um todo finge não ver, como a França finge ser socialista e o país da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, quando renega segurança a uma criança, única e exclusivamente por ser de etnia cigana.

A exclusão está fazendo com que as famílias casem seus filhos e filhas mais cedo, na tentativa de manterem uma saída para a manutenção e para a sobrevivência dos seus. Isso é realidade. Comunidades ciganas inteiras ficam fora das salas de aula no Brasil, porque não se respeita e não se considera o modo de vida de cada um, sua especificidade e sua história. Tanto o Brasil com sua dimensão continental e sua enorme variável étnica, quanto a Europa que não acredita até hoje em ciganos loiros e de olhos claros, mesmo que nas ruas de Portugal e Espanha se veja claramente sua pele clara e seus olhos verdes, esmolando e tentando sobreviver, são os sobreviventes da Romênia. Lá são a maior minoria étnica dos países que vivem e aqui são provavelmente uma das menores etnias, com aproximadamente de 600 a 800 mil ciganos.

A luta é para que condições iguais sejam dadas e de forma progressiva e constante, a fim de que estejam preparados para o mercado de trabalho apesar da miséria. Assim vemos a Educação que rompe barreiras e abre caminho, mas precisamos que saibam de fato disso e que se abram os livros de história do nosso país para um povo que sempre ajudou na construção dessa nação. Renegá-los a guetos é fácil, mas isso só no princípio, pois qualquer povo empobrecido vai lutar para sobreviver e assim se torna alvo fácil para todo aquele que ganha sobre a miséria alheia.
Programas que não mudem porque o governo mudou, que não acabem porque se precisa economizar, não se economiza a vida alheia e não se rouba o futuro de crianças inocentes.


Leonarda junto a uno de sus hermanos (AFP) http://www.unionromani.org/notis/2013/noti2013-10-21.htm

Leonarda Dibrani, tem 15 anos, a 4 anos estudava na mesma escola e suas notas eram muito boas. Leonarda representa a nova realidade européia. No dia 10 de outubro, a Comisaria de Justicia Viviane Reding, declarou publicamente no parlamento em Estrasburgo: “Estoy avergonzada por haber oído las declaraciones de algunos Diputados”. E completou: “He visitado recientemente un lugar en Bulgaria y he visto que nada menos que 50 000 personas vivían en un área restringida situada en el enclave más pobre del lugar. Si yo me viera obligado a vivir de esa manera, créanme, yo haría todo lo posible para salir de allí.”


De fato, o assunto passa pelo respeito e pela urgência de atitudes mais sérias e pontuais, a história não pode ser esquecida e os bodes expiatórios não podem ser única e exclusivamente os ciganos a detrimento de ações governamentais fantasiosas e racistas.

AMSK/Brasil

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PFDC/MPF e SECADI/MEC OFICIALIZAM COMPROMISSO EM AVANÇAR COM O TEMA DOS POVOS CIGANOS NA ÁREA DE EDUCAÇÃO



Em reunião no último dia 17, quinta-feira, o Procurador Federal dos Direitos do Cidadão adjunto, Dr. Luciano Mariz Maia, acompanhado do Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em Minas Gerais, Dr. Edmundo Antônio Dias Neto, reuniu-se com a Secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Profª Macaé Maria Evaristo. Saiba mais, acesse
 
As demandas da AMSK/Brasil, do Sr. Alexsandro Castilho (representante da comunidade Rom Kaldarash do município de Aparecida de Goiânia - GO), e de Claudio Iovanovitchi (Associação de Preservação da Cultura Cigana do Paraná - APRECI/PR) estão sendo atendidas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC/MPF) e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (SECADI/MEC), o que requer o acompanhamento das resoluções acordadas entre os gestores públicos para efetivar a política pública educacional em propiciar a geração de conhecimento aos trabalhadores de educação com a difusão da história, tradições e costumes dos Povos Ciganos. Assim, manteremos a esperança que esse acordo firmado entre a PFDC/MPF e SECADI/MEC propicie em breve a inserção nos livros de história e demais materiais didáticos dados e informações sobre a cultura cigana que ofereçam uma descrição equitativa, exata e instrutiva no ensino fundamental e médio deste país, porque a informação é um instrumento contra o preconceito e a discriminação.
AMSK/Brasil

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

CONVENÇÃO Nº 169 DA OIT É TEMA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E PARTICIPAÇÃO LEGISLATIVA DO SENADO FEDERAL



A Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi o tema da Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal (CDH) realizada no último dia 17, quinta-feira. A AMSK/Brasil participou da mesa de debates em defesa da nomeação dos povos romani como sujeitos de direitos da Convenção com base em suas condições sociais, culturais e econômicas que os distinguem de outros segmentos da população nacional. Acesse  https://youtu.be/JE0JTF1XtP4



Segundo Thiago Almeida Garcia, da Secretaria Nacional de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, o Governo Federal ainda está em fase de planejamento do processo de regulamentação da Convenção 169 quanto aos princípios que irão orientar as consultas e as regras de organização. Dentre as questões também está em debate a inclusão ou não das populações tradicionais (povos ciganos, povos de terreiros, ribeirinhos, pantaneiros, pescadores artesanais, comunidade de "fundo de pasto", e outros) como sujeitos de direitos da Convenção. Acesse http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?txt_titulo_menu=Resultado%20da%20pesquisa&IND_ACESSO=S&IND_PROGRAMA=&COD_PROGRAMA=&COD_VIDEO=292667&ORDEM=0&QUERY=comiss%E3o+de+direitos+humanos&pagina=1

  

A Dra. Deborah Duprat, Subprocuradora-Geral da República do Ministério Público Federal (MPF) e Coordenadora da 6ª Câmara e Coordenação e Revisão de Povos e Comunidades Tradicionais, esclareceu que a Convenção surgiu como produto de longa luta pela afirmação dos direitos das minorias tradicionais, assegurando a esses povos a condição de “sujeitos de direitos”. Acesse http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?txt_titulo_menu=Resultado%20da%20pesquisa&IND_ACESSO=S&IND_PROGRAMA=&COD_PROGRAMA=&COD_VIDEO=292686&ORDEM=0&QUERY=comiss%E3o+de+direitos+humanos&pagina=1
 
A presidente da CDH, Senadora Ana Rita (PT-ES), manifestou compromisso da comissão em zelar pelo respeito aos direitos dos povos das comunidades tradicionais. Segundo ela, isso envolve a garantia da realização das consultas nos termos da Convenção aprovada em 1989 e ratificada pelo governo brasileiro, Decreto nº 5.051, de 19 de Abril de 2004. Acesse http://www.senado.gov.br/noticias/tv/default.asp?IND_ACESSO=S&cod_midia=293667&cod_video=292667


Atualmente o Governo brasileiro está em fase de implementação do Decreto o que requer a  sociedade civil acompanhar as resoluções para que de fato as disposições da Convenção nº 169 da OIT sejam cumpridas a fim de garantir os direitos mínimos de salvaguardar as culturas e identidade das comunidades tradicionais do nosso país.

AMSK/Brasil