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sábado, 27 de julho de 2013

LESHJAE QUER ROMPER O PRECONCEITO COM A SUA ARTE

 A matéria abaixo é de um caderno jornalístico de primeira qualidade e o comentário a seguir é nosso.
 Respeitando os muitos grupos musicais que estão por aí, esse é especial. Trabalho e respeito, realidade e coesão. "A maneira mais digna e verdadeira de se preservar um povo, é entrar em contato com a sua cultura real, não a fantasiosa." Essa é a mais pura verdade. 
 Quando o som do violão rompe o silêncio ... alí estão eles, a mais pura música, orgulho da Rromá. Quando se acende as luzes, alí vão elas ... mulheres que dançam embaladas a tradição e as estórias. Não é técnica somente, é genética. Não é apenas dinheiro, é prazer e liberdade, não é apenas se fantasiar, banar saias, usar diclô colorido ... é a herança de muitas estradas, muitas perseguições e muito sofrimento, aliado a vontade de viver, a necessidade de preservar e o orgulho de trazer o sangue cigano. 
 Muitos ainda pensam que o que move a dança rromani é apenas o nome. Não. ´Por isso, hoje no Brasil, poucos são os grupos que priorizam a quebra do estereótipo em suas apresentações, e o Leshjae é um desses raros encantos.
 Quando falamos em Povos Rromani no Brasil, falamos de respeitar as muitas vertentes, os muitos dialetos e todos os desdobramentos políticos que se instalam junto ao tema. Se pensarmos que as culturas tendem a não se manterem estagnadas e sendo essa uma técnica sabiamente usada pelos rromani no Brasil e em todo o mundo, o Leshjae carrega consigo a estrela conscienciosa da tradição de um povo; povo esse que atravessou países, sobreviveu a reis, rainhas e papas e que ainda carrega em sua história recente a marca do porrajmos (holocausto rromani) e sobrevive todos os dias, as calúnias, enfrentamentos e descaso de muitos governantes e gestores. 
O Leshjae é composto de brasileiros e brasileiras de etnia rromani, que usam o próprio corpo, sua expressão e sua voz, no enfrentamento a desigualdade, a marginalização de uma etnia e ao estereotipo extremamente pejorativo ... Vida longa e feliz ao Leshjae.

AMSK/Brasil


O grupo já se apresentou no Brasil e em Trebisov, na Eslováquia, no festival de música cigana Gypsy Fest (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1279187)

Maceió (AL). Há diversas formas de se buscar pôr fim ao preconceito e à intolerância em torno dos ciganos. Um grupo formado por pessoas que pertencem à etnia, contando com a participação de amigos, escolheu a arte. É por meio da música e da dança que o Leshjae, em Maceió (Alagoas), procura desmistificar muitas lendas falaciosas criadas ao longo do tempo.


O colorido e a magia do grupo que divulga a cultura cigana se destacam
Foto: Cid Barbosa

O líder do grupo, Ruiter Djurdjevjch, explica que a ideia da formação surgiu em 2007, quando chegou a Maceió, vindo de São Paulo para casar-se com sua prima, Anne Kellen. Além dos dois, integram o Leshjae Fábio (Pepe), Neide, Carol, Ingrid, Eliane, Bela, Neide Hanna, Geysa, Sara e Leila. "Hoje, é muito difícil encontrar ciganos que cantem ou componham música no nosso idioma, no nosso dialeto tradicional. Queremos resgatar isso, inclusive, para dentro da casa das famílias ciganas".

Ruiter conta que foi convidado a participar de uma entidade internacional ligada à etnia, chamada Khetanes, graças ao trabalho que já desenvolvia com o grupo Leshjae, sem nenhum incentivo financeiro ou apoio governamental. "No dia a dia, a gente vem tentando desmistificar a figura do cigano que, ainda no século XXI, é difamado a partir de ideias absurdas, estapafúrdias sobre a nossa comunidade".

José Daniel Juarez Rolim, que reside em São Paulo, mas mantém contato frequente com Ruiter, encontrava-se em Maceió, por ocasião da visita da nossa equipe de reportagem. Estudante de Direito, ele denuncia o preconceito no País: "Ele existe e é velado. Se um cigano apresenta uma queixa na Polícia, ela precisa ser averiguada. Isso, na prática, não acontece, e nós não temos uma mídia para denunciar ou um órgão público onde possamos bater na porta e clamar por Justiça. Infelizmente, tem aquela linha de raciocínio: cigano não vota. Não vou condicionar a minha imagem à de um cigano, que é nociva. Só que ninguém conhece os ciganos. Somos brasileiros. Apenas temos nossa etnia cigana, nossa cultura, mas exigimos ser conhecidos e tratados como cidadãos brasileiros. Queremos respeito étnico".

Daniel realiza palestras sobre a etnia à qual pertence. "Infelizmente, somos um milhão e seiscentos mil ciganos ignorados pelo governo. Cada vez que sou chamado para alguma atividade em Brasília, eles dizem que cigano é um povo invisível. Isso não é verdade. Somos pessoas normais, que necessitam de atendimento médico, de todos os direitos que o cidadão brasileiro possui e que nós não temos acesso".

Ele informa que "o Brasil é o único país do mundo a ter tido dois presidentes ciganos, Washington Luís e Juscelino Kubitschek. Mas, são fatos omitidos pela história. Saindo das nossas fronteiras, podemos citar figuras de destaque, como Elvis Presley, Salvador Dalí, Charles Chaplin, Yul Brinner e Greta Garbo".

O estudante explica que o preconceito vem de todos os lados e é difícil eliminá-lo. "Até recentemente, os dicionários traziam o sinônimo de cigano como ladino, trapaceiro, vagabundo e ladrão. Como combater um preconceito que é histórico se toda a máquina vai contra isso?".

Segundo Daniel, há quase dois anos, num programa de televisão veiculado em rede nacional, "o apresentador disse que as mulheres ciganas fedem, além de serem ladras e trapaceiras. Minha mãe não fede, minha esposa não fede, as minhas duas filhas não fedem. Isso ainda não teve nenhum retorno judicial, sequer uma retratação da emissora. Simplesmente, foi ignorado".

Atrocidades

Na Romênia, prossegue Daniel, "ainda hoje, o governo pega ciganas à força e extirpa o útero e as larga na rua suturadas. Se vai morrer de hemorragia ou não, o problema é dela. França e Itália estão expulsando os ciganos de lá. Eles são franceses e italianos. Para onde nós vamos?".

Ruiter cita outra atrocidade. "Há cerca de três anos, fui convidado para participar de um festival de música cigana na Eslováquia com o mesmo propósito, de diminuir a distância entre os ciganos e os não ciganos, o que, na Europa, é complicado. Aqui é velado, o que é mais perigoso, pois você confia numa pessoa e, a qualquer momento, ela pode te apunhalar pelas costas. A primeira notícia que tive lá de uns primos humildes é que um vizinho teve uma filha brutalmente queimada com querosene por tentar se matricular em uma escola de não ciganos. Os pais dos outros garotos pegaram a menina, de apenas 3 anos, em casa e, após amarrarem suas mãos, jogaram querosene nela e atearam fogo. Ela teve 89% do corpo queimado e não sobreviveu".

Injustiças

A intolerância no Brasil também é enorme. Ruiter informa que, há pouco mais de um ano, um conflito entre um cigano e uma pessoa da comunidade em Santo Amaro, Bahia, resultou na morte do não cigano. "Convido vocês a acessarem o vídeo na internet. São 18 minutos de filmagem do acampamento sendo completamente incendiado".

Ruiter frisa que, "durante esse tempo, você não vê uma viatura da Polícia ou dos Bombeiros ou qualquer ambulância chegando. Ninguém se prontifica a acudir aquelas pessoas inocentes, incluindo crianças e velhos. O que se vê é um circo formado, uma coisa absurda que faz lembrar o Coliseu Romano, onde pessoas assistiam às outras pessoas morrendo em agonia e vibrando. É uma barbárie tremenda".

A situação suscitou um questionamento: "Diante de uma realidade dessa, qual o futuro que terá o meu filho quando se autoafirmar cigano? Fico preocupado com isso pois, graças a Deus, tive a oportunidade de estudar, fiz faculdade, me formei, trabalho, tenho o meu sustento, sigo as leis dos brasileiros, enfim, faço tudo que o cidadão brasileiro faz. Porém, o fato de ser o que eu sou, faz com que as pessoas me vejam com indiferença".

Tradições

Ruiter explica que "a sociedade cigana é tradicionalmente familiar, com dois pilares fundamentais, a criança e o velho, que é a experiência de vida. Tudo que você precisa, busca naquela fonte. É o nosso passado, nossa referência, nossa cultura. E a criança é o nosso futuro. É a garantia de que nós, mais velhos, teremos um fim de vida bom, aprazível. A gente percebe que o não cigano não valoriza o velho. Você jamais terá notícia de um cigano colocando um velho no asilo. Ele pode estar com a doença que for, à beira da morte, que o seu filho ou neto estará ali, ao lado dele, em sua casa, até o fim. Entendemos que aquele é o lugar dele".

Sobre o patriarcalismo, Ruiter frisa que "as pessoas nos julgam machistas. Na nossa cultura, o sangue cigano é passado de pai para filho, de filho para neto, de neto para bisneto. Existem casos registrados ultimamente de ciganas que se casam com não ciganos. O filho dessa junção, para nós, não é cigano".

Bullying

De todas as etnias, os ciganos são a mais discriminada. Seus direitos, na realidade, praticamente inexistem. "O Brasil tem 513 anos. Somente há um ano, começou uma discussão conosco para que se desenvolva uma política de saúde. Por que não foi feito isso antes? Somos vítimas de bullying o tempo todo, nas ruas, nas nossas moradias, nas barracas que, pela lei, é nosso abrigo, nossa casa. Apesar de não ter portas e janelas, não pode ser adentrada a qualquer momento", enfatiza Ruiter.

Com relação à escola, o problema é mais grave. "Para que vou deixar meu filho numa escola? Para ele ser enxotado, para fingir ser brasileiro e, somente em casa voltar a ser cigano? Como funciona a cabeça de uma criança que precisa ser duas pessoas ao mesmo tempo? Que adulto será esse que, desde a tenra idade, já sofre uma pressão psicológica para ser o que não é? Isso é tão complexo que as autoridades preferem não discutir. Não é que o cigano só queira reclamar. Infelizmente, as perspectivas de futuro são nulas. A gente vai vivendo enquanto der".

Outro aspecto da cultura que chama a atenção é a itinerância. Ruiter afirma que "isso surgiu por necessidade, por conta da perseguição nua e crua. Aqui no Brasil, o nomadismo ainda existe, mas é regionalizado. São poucas as famílias que vão do norte ao sul do País. Costumam transitar apenas de um Estado para outro e em lugares que já conhecem. Como muitos, fazem trabalhos artesanais ou esporádicos, como na construção civil. Eles têm o hábito de levar a família para aquele lugar onde existe mercado de trabalho".

Daniel revela que já levou proposta a Brasília para deputados e senadores, no sentido de que cada município demarque uma área para permitir os acampamentos ciganos. "Eles poderiam dispor de um espaço de 5 mil metros quadrados. Bastava deixar um ponto de água e um ponto de luz. A gente faz questão de pagar por isso. Existem espaços nas cidades para parques, para circos e outros eventos, pois gera renda, mas nunca para ciganos".

A cada dia que passa, encontrar um lugar para acampar se torna mais difícil. "Quando isso acontece, ao sairmos, temos que deixar uma pessoa, do contrário, ao voltarmos, não vai ter mais aquele espaço. A Prefeitura já murou, já cercou ou já plantou. Em São Paulo, a Prefeitura teve a capacidade, em espaços onde a gente montava acampamento, de plantar árvores a cada metro e meio. Com isso, se quisermos ficar ali, seremos acusados de estarmos cometendo um crime ambiental. Essa é uma maneira velada de querer nos expurgar".

FERNANDO MAIAREPÓRTER

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ações Internacionais - Espanha.





Expulsado de su partido el Diputado francés que se lamentó de que Hitler no hubiera matado a más gitanos

El fiscal estudia acusarle de incurrir en "apología de los crímenes contra la humanidad"


Guilles Bourdouleix, el Diputado de la Asamblea Nacional francesa, miembro del Partido Unión de Demócratas e Independientes y alcalde de Chalet, ciudad occidental de más de 50.000 habitantes se ha visto obligado a abandonar su partido tras la fuerte presión que sobre él hemos ejercido quienes desde el primer momento manifestamos nuestra repulsa más contundente a sus miserables palabras cuando manifestó que “tal vez Hitler no mató a suficientes gitanos”.

Hasta el Ministro del Interior francés, Manuel Valls, que no se ha distinguido precisamente por ser amigo de los gitanos, ha pedido que el Diputado sea severamente castigado. Y el fiscal del distrito, Yves Gambert, ha abierto una investigación preliminar con el fin de acusarle formalmente del delito de "apología de los crímenes contra la humanidad".

Aparte de la condena que en justicia pudiera corresponderle por su incalificable comportamiento a nosotros nos gustaría que tuviera que pasar unos días en Auschwitz-Birkenau contemplando aquellos barracones, las cámaras de gas y los hornos crematorios que aún se conservan. Y que esto lo hiciera especialmente el próximo día 2 de agosto en que se conmemora el genocidio gitano en recuerdo de la noche del 2 al 3 de agosto de 1944 en la que unas 5.000 personas, en su mayoría mujeres, niños, ancianos y enfermos, fueron enviados a las cámaras de gas, en una noche que se recuerda como "La noche de los gitanos" ("Zigeunernacht", en alemán).


Anabel Torres
Responsable de Comunicación de Unión Romani

Barcelona, 26 de julio de 2013

quinta-feira, 25 de julho de 2013

CONFERÊNCIA DA iGUALDADE RACIAL DE MATO GROSSO DO SUL


Conferência da Igualdade Racial acontecerá em 31 municípios de Mato Grosso do Sul

Dos 79 municípios do Estado, 31 confirmaram a realização das conferências municipais de Promoção da Igualdade Racial em Mato Grosso do Sul. As etapas regionais e municipais estão previstas para serem realizadas entre os meses de julho a agosto deste ano, no Estado.
Durante a realização das etapas regionais e municipais serão eleitos delegados para participarem da III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul, que neste ano traz como tema principal “Democracia e Desenvolvimento por um Brasil Afirmativo sem Racismo”.
A etapa estadual vai acontecer nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no Hotel Chácara do Lago (rua Bom Retiro 1090), em Campo Grande. A Conferência Estadual tem por objetivo reafirmar e ampliar o compromisso governamental e da sociedade civil com políticas de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade como fatores essenciais à democracia plena e ao desenvolvimento com justiça social.

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http://www.jlnews.com.br/geral/conferencia-da-igualdade-racial-acontecera-em-31-municipios

terça-feira, 23 de julho de 2013

“Tal vez Hitler no mató a suficientes gitanos”

Triste, deprimente e vergonhoso para a França, para o mundo e para qualquer ser humano que tenha o mínimo de qualquer coisa. Temos muitos amigos franceses e esse não é o pensamento de um país, mas definitivamente o povo francês merece alguém com mais caráter no cargo. Sua expulsão é de fato o mais acertado, um homem assim, não pode esquecer a história e pisar nos mais de meio milhões de romanis que alí perderam suas vidas.
AMSK/Brasil

“Tal vez Hitler no mató a suficientes gitanos”
Lo ha dicho Gilles Bourdouleix,
Diputado de la Asamblea Nacional de Francia


  Observen el parecido


Estamos en un mundo de locos. Acabamos de difundir nuestro comunicado sobre la reprobable política deportadora del Gobierno francés, y cuando pensábamos que difícilmente se podía poner más alto el listón de la intolerancia y la marginación, un terrible bofetón de ignominia y de desprecio nos ha sacudido el rostro cuando acabamos de leer la noticia que os trasladamos.


Este fin de semana, durante una disputa con los ocupantes de un campamento gitano, el Diputado Bourdouleix afirmó que "tal vez Hitler no mató a suficientes roms". Este Diputado pertenece al partido Unión de Demócratas e Independientes (UDI) y es, a su vez, alcalde del municipio de Chalet.

"Estas son palabras indignas de un funcionario electo de la República", denunció Fabienne Haloui, responsable de la comisión de Derechos y Libertades del Partido Comunista Francés (PCF). Haloui afirmó que ninguna situación, ningún acto de cólera, puede justificar la referencia a un campo de concentración nazi y su política genocida. La presencia de este diputado en el Parlamento –añadió--  avergüenza a la representación nacional.

Bourdouleix será expulsado de su formación política (UDI), ha informado el secretario general de ese partido centrista tras afirmar que sus palabras son "incalificables" e "incompatibles" con los valores de la organización. El presidente de la Unión de Demócratas e Independientes, Jean-Louis Borloo, también condenó las declaraciones del parlamentario y advirtió sobre inevitables consecuencias.

Mientras, el presidente de la Asamblea Nacional, el socialista Claude Bartolone, afirmó que "las expresiones empleadas por el señor Bourdouleix son abyectas e insostenibles. Le hacen mal a Francia. Son un insulto a nuestra historia y a nuestros valores comunes".

Nosotros, las mujeres y los hombres gitanos de España, vivimos de sobresalto en sobresalto cada vez que nos enteramos de estas barbaridades. Se nos encoge el corazón cuando nos dicen que en Grecia y en Hungría hay grupos paramilitares que revestidos con la indumentaria nazi se pasean por nuestros barrios, nos agraden, nos amenazan y a veces hasta nos matan.

Hace unos días que hemos denunciado a la policía de Eslovenia que ha actuado de forma violenta, usando una fuerza desproporcionada, contra gitanos indefensos, hombres, mujeres y niños del enclave denominado Budulovská de la ciudad de Moldava nad Bodvou. Mientras que un grupo de ultras de Chequia convocó hace unas semanas una nueva marcha racista contra la población gitana en Ceske Budejovice después de que el sábado anterior se produjeran enfrentamientos con la policía, que se saldaron con diez heridos y treinta detenidos.

¿Es extraño, pues, que en este delirio racista que vive una parte de Europa haya un enloquecido Diputado que se atreva a lamentar que Hitler no nos hubiera matado a todos en los campos de exterminio?


Juan de Dios Ramírez-Heredia
Abogado
Presidente de Unión Romani

PL 5094/13 -

Vale a pena ficar de olho, se realmente for aprovado, tudo poderá melhorar e muitos cidadãos brasileiros de etnia romani, que se dedicam ao circo, podem se beneficiar.Apoie essa idéia, precisamos de fato aprender a compor o respeito a dignidade para com os ciganos circenses. AMSK/Brasil

Projeto estende Minha Casa, Minha Vida para compra de trailers http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CIDADES/447593-PROJETO-ESTENDE-MINHA-CASA,-MINHA-VIDA-PARA-COMPRA-DE-TRAILERS.html



http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=566561

A Câmara analisa o Projeto de Lei 5094/13, do deputado Tiririca (PR-SP), que estende os benefícios do Programa Minha Casa Minha Vida para a aquisição de trailers e motor-homes usados por populações itinerantes.
Esses grupos não conseguem se adequar às regras do programa pelo fato de não terem residência fixa. “Contudo, apenas no que se refere aos artistas de circo, estima-se que haja 25 mil em atividade no País”, destacou o deputado. “Seria interessante encontrar uma forma de também beneficiar essas pessoas”.
O objetivo é permitir não só a compra, mas também a reforma dos veículos por meio do programa.
 A proposta já recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Desenvolvimento Urbano, deputado Paulo Foletto (PSB-ES). O parlamentar lembra que o objetivo do Minha Casa, Minha Vida é garantir a todo cidadão uma moradia digna, e destaca que os artistas de circo, ciganos e comunidades de parques de diversões - que estão sempre se deslocando de uma cidade para outra - não podem morar em imóveis.

ONU 2012

As vitórias são sempre consideradas pequenas, especialmente por aqueles que ignoram a capacidade do ser humano de avançar cautelosamente.
No Brasil, muitas perdas em relação a cultura romani já foram vistas. São muitas, mas poderemos remodelar esses avanços nocivos. Gestos simples que venham a incluir paciência e dedicação, respeito e preservação.
É por esse motivo que o grupo de observadores da ONU, ganharam o nosso respeito. Aos poucos as pontes estão sendo construidas, de formas diferentes e em línguas diferentes. Nasce a observação específica e isso não é pouco. Isso significa que essa construção vem sido feita, arquitetada a alguns anos e que conseguiu penetrar nas duras placas de defesa européia e americana. O Brasil se prepara para juntar dados aos dados europeus, a dar novas  formas as formatações existentes.
Essa é a construção da AMSK/Brasil, viabilizar e fomentar pesquisa e dados, que alavanquem as políticas públicas no Brasil. Respeitando tratados internacionais e colocando o nome do Brasil em lugar de destaque, pelo respeito e pelos avanços em prol dos Povos Romani que aqui vivem.

A AMSK/Brasil participa da divulgação do 8 de Abril no Brasil, através de Seminários Internacionais, Audiências Públicas e relatórios culturais, a fim de mostrar a realidade da Rromá em território Nacional.

AMSK/Brasil
Abaixo, o relatório da ONU de 2012



"Não vamos aceitar outra geração perdida de Roma" - especialistas da ONU
Por ocasião do Dia Internacional de Roma, domingo 08 de abril de 2012


GENEBRA (05 de abril de 2012) - "A hora de agir é agora", disse um grupo de sete das Nações Unidas para os direitos humanos especialistas em Internacional * Dia Roma. "Não podemos aceitar que mais uma geração perdida de meninas e meninos ciganos cujo único expectativas são vidas de pobreza, discriminação e exclusão e cujos futuros são ditadas por estereótipos negativos que comumente passar em branco."



"É difícil para Roma para arrancar essas rótulos negativos e para toda a sociedade para ver além deles", disse o especialista da ONU Independente sobre as questões das minorias, Rita Izsak, como ela pediu aos Estados que intensifiquem os seus esforços e "identificar partes, e colocar em prática o que se sabe estar a trabalhar para a inclusão e integração das comunidades ciganas ".



As estimativas sugerem que até 12 milhões de ciganos vivem na Europa, e populações consideráveis ​​outros vivem na América Latina, a maioria deles nas margens da sociedade.



"Práticas eficazes estão sendo empregados no chão todos os dias, mas deve ser aprimorado e replicado em outros lugares", diz Izsak disse. "Estes incluem metodologias educacionais inclusivos, a contratação de mediadores ciganos, investimentos concentrados nas regiões mais desfavorecidas em que Roma muitas vezes de formação, ao vivo e iniciativas de emprego e recursos alocados para a promoção da cultura e meios Roma, para mencionar apenas alguns."


Para o relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Mutuma Ruteere, "desconfiança racismo, histórico e preconceitos persistentes mantêm ciganos e não-ciganos as comunidades e aprofundar a distância entre eles."

"Nestes tempos de crise financeira, a Roma está em risco de ser bodes expiatórios para as dificuldades na sociedade. Temos de prevenir e enfrentar comportamento racista que pode resultar em violência contra a Roma. Legislação contra discursos de ódio e crimes de ódio é importante para prevenir e combater a propagação de mensagens de ódio, inclusive na internet, e permitir acusação dos responsáveis ​​", acrescentou.


Relator Especial da ONU para a educação, Kishore Singh, ressaltou que "a educação pode quebrar o ciclo de exclusão dos ciganos, mas as crianças ciganas são frequentemente em escolas de qualidade segregadas e pobres, e não em educação em relação aos outros."

"Como é que vamos colocar todas as crianças Roma em uma escola de qualidade, onde estão integrados e em um ambiente positivo de aprendizagem", perguntou o Sr. Singh. "As experiências bem sucedidas existem, mas até o momento eles só arranhar a superfície do problema de longa data e deve ser mais amplamente entendida e implementada com apoio pedagógico e financeiro necessário".


"Roma expectativa de vida é muitas vezes menor para a Roma por dez anos ou mais", disse o Relator Especial da ONU sobre o direito à saúde, Anand Grover. "Temos de desafiar o status quo e perguntar o que precisa ser feito para combater a discriminação e garantir uma melhor realização do direito da Roma para a saúde. Devemos melhorar o acesso dos ciganos aos serviços de saúde e informações essenciais de saúde. "


"Em algumas localidades, os mediadores de saúde ciganos são sucesso trabalhando para construir pontes entre as comunidades, autoridades locais e serviços de saúde. Esses bons exemplos devem ser aplicadas em muitos outros lugares ", declarou o Sr. Grover.

Nos campos de extrema pobreza, moradia adequada, água e saneamento, os relatores especiais da ONU, Magdalena Sepúlveda, Raquel Rolnik, e de Catarina de Albuquerque expressaram suas preocupações de que os ciganos freqüentemente vivem na pobreza nas piores condições de moradia, muitas vezes sob permanente ameaça de despejo , e sem acesso a, ou água, e saneamento inadequados - um ambiente que é prejudicial para a sua saúde e oportunidades.


"O reconhecimento e legalização de habitação Roma estabelecida e assentamentos e investimentos em infra-estrutura e serviços são essenciais, mas muitas vezes falta, enquanto muitas comunidades enfrentam negligência e hostilidade de autoridades", disseram os especialistas.

Os sete especialistas da ONU independentes apelaram para a implementação de políticas e programas eficazes para proteger e promover os direitos ciganos em todos os países com populações ciganas. "Compromisso renovado, uma ação orientada e recursos adequados devem ser dedicados a resolver os problemas de longa data, discriminação e exclusão enfrentados por comunidades ciganas", salientaram.


"Pedimos á Rroma, governos e outros para dar exemplos de políticas, práticas e programas que têm sido demonstradas para trabalhar efetivamente e para melhorar a vida dos ciganos, bem como iniciativas positivas para melhorar relações inter-comunitárias", disseram antes da Internacional Roma Dia. Os especialistas encorajaram os governos a construir relações mais fortes e positivas com as comunidades ciganas e as ONGs, e para consultar plenamente com eles quando moldar soluções sustentáveis ​​para os problemas enfrentados pelas comunidades ciganas.

Fonte:

terça-feira, 16 de julho de 2013

1971

Era o ano de 1971 ... E eles conseguiram...
Uma Bandeira... um começo. Nascia a esperança de ver a grande Rromá unida, forte, capaz de se reerguer.


 E foi assim, passo a passo que as coisas começaram a andar. Vindos de toda a parte da Europa, eles formavam a Rromá - a Grande Nação Cigana.
Um Hino para não esquecer a dor,
Um hino para não se esquecer de casa,
Um hino para continuar a luta.
A história nunca se esquecerá...
Quem somos nós para esquecê-los?
Quem somos nós para ousarmos esquecer?
De cá,
desse lado do oceano,
nessas terras "Brasileiras", 
sem a ilusão dos territórios,
somos apenas algumas mulheres.
Mulheres que descendem,
que bordam,
lutam,
sonham,
trabalham e 
constroem pontes.

Somos a AMSK